Antiguidade
Tomada do Templo por Pompeu
63 av. J.-C.·Jérusalem
O saldo é reproduzido tal como a fonte o escreve — nunca arredondado, nunca somado a outro. Os saldos sobrepõem-se de um acontecimento para outro.
massacre dos defensores e dos sacerdotes até dentro do santuário
A Judeia hasmoneia dilacerava-se entre os dois filhos de Alexandre Janeu, Hircano II e Aristóbulo II, que ambos apelaram a Roma. Pompeu, então ocupado a reorganizar o Oriente, decidiu a favor do mais velho e pôs cerco a Jerusalém, onde os partidários do mais novo se tinham entrincheirado no monte do Templo.
O cerco durou três meses. Os sitiantes aproveitaram o sábado para avançar os seus trabalhos, proibindo-se os defensores de os perturbar a não ser em caso de ataque direto. Quando a muralha cedeu, os sacerdotes foram mortos nos seus postos, sem interromper as oferendas. Pompeu penetrou no Santo dos Santos — gesto que impressionou os contemporâneos mais do que a tomada em si — mas deixou o tesouro intacto e ordenou a retomada do culto no dia seguinte.
A Judeia perdeu nesse dia a sua independência: reduzida às suas fronteiras de origem, sujeita ao tributo, colocada sob a tutela do governador da Síria. Um século mais tarde, a Grande Revolta partiria dessa sujeição.
- Período :
- Antiguidade
- Natureza :
- Massacre
- Região :
- Terra de Israel
- País :
- Terre d'Israël
Flavius Josèphe, *La Guerre des Juifs* et *Antiquités judaïques* ; *Psaumes de Salomon*.