Antiguidade
Sinagoga incendiada pela multidão liderada pelo bispo; Teodósio renuncia a exigir sua reconstrução sob pressão de Ambrósio de Milão
1ᵉʳ août 388·Callinicum (Osroène)
O saldo é reproduzido tal como a fonte o escreve — nunca arredondado, nunca somado a outro. Os saldos sobrepõem-se de um acontecimento para outro.
Em Callinicum, sobre o Eufrates, a multidão liderada pelo bispo da cidade incendiou a sinagoga. Teodósio, informado, ordenou o que o direito romano previa: que o bispo a fizesse reconstruir às suas próprias custas e que os culpados fossem punidos.
Ambrósio, bispo de Milão, opôs-se por carta, e depois do alto de seu púlpito na presença do imperador: considerava inadmissível que um bispo construísse um lugar de culto judaico, e declarou-se disposto a assumir ele próprio o incêndio. Teodósio cedeu e retirou sua ordem.
O alcance do episódio vai além do fato: até então, a lei imperial protegia as sinagogas como bens lícitos, e essa proteção acabara de ser publicamente derrotada pela autoridade episcopal. Os códigos ulteriores continuarão a proibir a destruição das sinagogas, mas também a proibir a construção de novas.
- Período :
- Antiguidade
- Natureza :
- Massacre
- Região :
- Próximo e Médio Oriente
- País :
- Syrie
Ambroise de Milan, *Lettres* ; Code Théodosien.