Antiguidade
Perseguição de Domiciano
95-96·Rome
O saldo é reproduzido tal como a fonte o escreve — nunca arredondado, nunca somado a outro. Os saldos sobrepõem-se de um acontecimento para outro.
cobrança brutal do *fiscus judaicus*, execução do cônsul Flavius Clemens e exílio de Flavia Domitilla por « ateísmo »
Domiciano fez cobrar o *fiscus judaicus* com uma dureza de que Suetónio diz ter sido testemunha na sua juventude: um ancião foi examinado perante o procurador e uma assembleia numerosa para determinar se era circuncidado. O imposto incidia doravante sobre duas categorias que a lei não definia claramente — os que viviam como Judeus sem o declarar, e os que dissimulavam a sua origem.
No último ano do seu reinado, o imperador mandou executar o seu primo, o cônsul Flavius Clemens, e relegou a sua esposa Flavia Domitilla para uma ilha, sob a acusação de « ateísmo » — o agravo com que se onerava, segundo Dião Cássio, aqueles que derivavam para os costumes judeus. Vários outros sofreram o mesmo motivo de acusação.
Assassinado Domiciano em Roma, Nerva mandou cunhar moedas com a menção da abolição da malevolência do *fiscus judaicus*: o imposto permaneceu, a delação cessou. É a única cunhagem romana que comemora o fim de uma perseguição.
- Período :
- Antiguidade
- Natureza :
- Perseguição
- Região :
- Europa Ocidental
- País :
- Italie
Suétone, Vie de Domitien ; Dion Cassius, Histoire romaine.