Séculos XV–XVII
Os marranos escapados de Ancona acolhidos pelo duque de Urbino; boicote do porto pontifical decretado pelas comunidades do Levante
1557·Pesaro
O saldo é reproduzido tal como a fonte o escreve — nunca arredondado, nunca somado a outro. Os saldos sobrepõem-se de um acontecimento para outro.
O duque de Urbino acolheu em Pesaro os marranos sobreviventes de Ancona, e as comunidades do Levante decretaram o boicote do porto pontifício.
O papa Paulo IV tinha mandado prender os mercadores portugueses de Ancona, a quem os seus predecessores tinham concedido salvo-condutos, e mandara queimar uma parte deles; os demais fugiram para Pesaro. Doña Gracia Nasi, que dirigia desde Constantinopla a maior casa comercial judaica do século, obteve das comunidades otomanas que desviassem o seu tráfego de Ancona para Pesaro, a fim de punir o papa. O boicote não se sustentou, por falta de acordo entre as comunidades, mas continua a ser a primeira tentativa desse género na história judaica.
- Período :
- Séculos XV–XVII
- Natureza :
- Perseguição
- Região :
- Europa Ocidental
- País :
- Italie
Ouvrages sur Doña Gracia Nasi et sur l'affaire d'Ancône.