Antiguidade
Conversões forçadas e expulsões ordenadas pelos bispos Teodoro, Ferréol e Sulpício; Gregório Magno protesta contra os batismos coagidos
576-591·Marseille, Uzès, Bourges
O saldo é reproduzido tal como a fonte o escreve — nunca arredondado, nunca somado a outro. Os saldos sobrepõem-se de um acontecimento para outro.
Três bispos da Gália empreenderam, com poucos anos de intervalo, fazer desaparecer pelo batismo as comunidades judaicas de suas cidades. Em Clermont, Avit dera o exemplo; em Uzès, Ferréol deixou a escolha entre a conversão e a partida; em Bourges, Sulpice agiu da mesma forma; em Marseille, o bispo Théodore viu afluir judeus expulsos de outros lugares e os fez batizar em massa.
Grégoire le Grand, informado desde Roma, escreveu ao bispo de Marseille e ao de Arles uma carta que ficou célebre: nada se ganha, disse ele, em conduzir ao batismo pela coerção aqueles que não vêm por persuasão, pois eles retornam ao seu vômito. O princípio que estabeleceu — nenhum batismo forçado, mas tampouco novos direitos — tornou-se a doutrina canônica da Igreja latina para os séculos seguintes.
Nem sempre foi seguido. Mas foi a essa correspondência que recorreram, cada vez que quiseram proteger comunidades, os papas da Idade Média.
- Período :
- Antiguidade
- Natureza :
- Conversão forçada
- Região :
- Europa Ocidental
- País :
- France
Grégoire de Tours, Histoire des Francs ; Registre des lettres de Grégoire le Grand.